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quinta-feira, 7 de abril de 2011

‘Amor e Revolução’ instalará a Comissão da Verdade

Fonte: Blog da Cidadania



Há uma horda organizada invadindo blogs e sites a fim de espalhar uma invenção sobre a nova – e explosiva – novela do SBT, Amor e Revolução: teria “fracassado” no primeiro capítulo (!) porque a audiência da emissora durante a sua exibição permaneceu onde sempre esteve naquele horário (22:15 hs.), no terceiro lugar (7 pontos no Ibope), atrás de Globo (20 pontos) e Record (12 pontos).
Suspeito de que as notícias sobre a “morte” da novela são prematuras. Pelos subjetivismo do blogueiro – que, entretanto, contém um simbolismo impossível de ignorar –, essa novela tem um espaço imenso para crescer. No dia seguinte ao primeiro capítulo (ontem), ouvi comentários no restaurante por quilo, de vizinhos do meu escritório e da residência e até de pessoas com quem conversei por telefone.
Mais do que a trama em si, os depoimentos verdadeiros de ex-presos políticos que a novela apresenta ao final de cada capítulo são estarrecedores, tétricos e, para a classe social a que estão chegando, constituem novidade jamais sonhada devido a que a grande mídia sempre impediu que os estratos mais baixos da pirâmide social tivessem contato com tais fatos.
Ao fim do primeiro capítulo, o relato pungente de Maria Amélia de Almeida Teles certamente estarreceu e chocou o público dos cerca de 400 mil aparelhos de TV que sintonizaram a novela. Ela relatou, com detalhes, as partes de seu corpo que sofreram choques elétricos e outras sevícias e, o que foi mais chocante, o que os militares fizeram com seus filhos, então meras crianças.
No segundo capítulo, outro preso político famoso faz um relato ainda mais doloroso, espantoso, de fazer o sangue congelar nas veias. Jarbas Marques relata torturas ainda mais hediondas que reproduzir não posso e não devo, até porque não é preciso. O importante é que relatou com uma emoção que ator nenhum conseguiria encenar.
A novela, portanto, tem possibilidades de crescer e espalhar fatos que as classes C e D, público preferencial do SBT, jamais souberam. E não é pouca gente. Estamos falando de alguma coisa próxima a 2 milhões de pessoas que devem ter assistido esses dois capítulos, ou mais de um por cento da população brasileira. Pode parecer pouco, mas, estatisticamente, não é.
Outro fato importante a considerar: à diferença da programação em geral do SBT, Amor e Revolução está atraindo um público AAA, composto por políticos, jornalistas, acadêmicos em geral, estudantes e, sobretudo, pelos próprios militares da ativa e da reserva, os quais vinham manifestando preocupação com a explosão da verdade que a novela de Sílvio Santos detonará.
O boca a boca e o grande debate que o tema levantará na internet e entre a classe política têm potencial de carrear público e audiência para o SBT. A grande mídia está calada sobre o assunto. Sabe que, se começar a malhar a novela, atrairá curiosidade para o que não quer que o Brasil veja. Mas pode enveredar por esse caminho caso a audiência aumente.
O fato é que todos os que viram alguma mera cena da novela – e também os que não viram – e que integram a maioria de cidadãos decentes que povoa este país têm obrigação de estimular a tantos quantos possam para que não deixem de acompanhar Amor e Revolução, que pode vir a se converter no documento histórico mais importante sobre a ditadura feito até hoje.
Silvio Santos demorou décadas para fazer alguma coisa que prestasse com a sua fortuna imensa – amealhada, vez por outra, através de métodos pouco ortodoxos. Mas, quando fez, não deixou por menos. Seja lá por que razão for, ajudará o Brasil a fazer o que é preciso para que o horror que a novela mostra nunca mais aconteça: forçar a que Comissão da Verdade seja instalada.
—–
Assista, abaixo, o depoimento de Maria Amélia Teles. Já aviso que é extremamente forte.


quarta-feira, 6 de abril de 2011

Ministra destaca trabalho pelo direito à memória

Fonte: Agência Câmara


O direito à verdade e à memória é uma das prioridades da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos da Presidência da República, segundo destacou a ministra Maria do Rosário.

Durante audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias, a ministra ainda ressaltou que está empenhada na aprovação de projeto de lei (PL 7376/10) que já tramita na Câmara para a criação da Comissão da Verdade, que vai apurar questões como o desaparecimento de pessoas durante o regime militar.

"Além de garantir aos familiares informações sobre o que aconteceu com seus parentes, esse processo servirá para educação em direitos humanos", enfatizou a ministra.

A reunião prossegue no plenário 9.

Continue acompanhando a cobertura dessa reunião.

Íntegra da proposta:

Reportagem - Lincon Macário 
Edição - Regina Céli Assumpção

Metas de Direitos Humanos incluem PEC do Trabalho Escravo e Comissão da Verdade

Fonte: Agência Câmara

Em audiência pública realizada nesta quarta-feira pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias, a ministra da Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, afirmou que trabalhará neste ano pela aprovação de duas propostas em tramitação na Câmara. Uma delas é a PEC do Trabalho Escravo (438/01), que insere na Constituição a possibilidade de desapropriação de terras onde forem encontrados trabalhadores em condições degradantes.
A outra é o projeto de lei que estabelece a Comissão da Verdade (PL 7376/10), que garantirá aos familiares de mortos e desaparecidos no regime militar acesso a informações até hoje desconhecidas. Maria do Rosário acredita que as resistências às duas propostas serão superadas com diálogo. "Além de garantir aos familiares informações sobre o que aconteceu com seus parentes, esse processo servirá para educação em direitos humanos", enfatizou.
A ministra ainda informou que mais de 40 países criaram comissões da verdade. “Em nenhum, houve cisão nacional. As comissões, ao contrário, foram de conciliação”, afirmou. A ministra entende que a comissão da verdade fará bem para o Brasil, pois vai encerrar uma etapa da história e abrir uma nova fase “onde nunca mais teremos retrocesso democrático”. O projeto de lei da Comissão Nacional da Verdade será analisado por comissão especial em regime de prioridade.
Outras metas
Outros objetivos da secretaria listados pela ministra são: 
- erradicar a exploração sexual de crianças e adolescentes;
- qualificar as unidades de atendimento de jovens em conflito com a lei;
- possibilitar a adoção de 23 mil crianças;
- erradicar o sub-registro de nascimento de crianças, criando unidades em maternidades e preparando parteiras para fazer a certidão;
- aprovar projeto de lei que será enviado à Câmara criando mecanismos contra a tortura em presídios e hospitais psiquiátricos;
- realizar conferências para a política nacional do idoso e para a articulação da comunidade LGBTT; e
- desenvolver referência para o acolhimento da população de rua e não permitir uma política de retirada das ruas sem garantias de direitos, motivada pela Copa do Mundo e pela Olimpíada.


Íntegra da proposta:

Reportagem - Lincon Macário 
Edição - Maria Clarice Dias

Ministra apresenta prioridades para os direitos humanos em 2011

Fonte: Agência Câmara


A ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, participa nesta tarde de audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Minorias para discutir os projetos da secretaria para 2011 e as ações da pasta para combater os grupos de extermínio e a exploração de crianças e adolescentes.
Outro assunto da reunião deve ser a criação da Comissão Nacional da Verdade, prevista no Projeto de Lei 7376/10. No mês passado, Maria do Rosário defendeu, em audiência na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, que a comissão seja autorizada pelo Congresso Nacional até o fim do ano. A comissão deverá investigar as mortes e desaparecimentos políticos ocorridos durante a ditadura militar (1964-1985).
A vinda da ministra foi pedida pelo deputado Luiz Couto (PT-PB). A reunião será realizada às 14h30, no plenário 9. Antes, a comissão elege seus vice-presidentes.
* Matéria atualizada em 06/04

Íntegra da proposta:

segunda-feira, 4 de abril de 2011

1964-2011 A hora da Comissão da Verdade - Especial do Carta Maior

Muito bom o especial do Carta Maior. Clique no banner para ter acesso:

Comissão da Verdade deve ser aprovada no Congresso ainda este ano, diz Cardozo

Agência Brasil - 03/04/2011 - 08h00 por Última Instância

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, acredita que o Congresso aprovará este ano a Comissão da Verdade, que vai buscar documentos e informações sobre crimes ocorridos durante a ditadura militar. Ele inaugurou nesta sexta-feira (1/4) a exposição Registros de uma Guerra Surda, sobre o período militar (1964-1985), no Arquivo Nacional, no Rio.

Cardozo elogiou o trabalho desenvolvido pelo ex-ministro dos Direitos Humanos Paulo Vannuchi em defesa da comissão. “O ministro Vannuchi teve um trabalho muito importante ao longo de sua gestão no ministério, no limite de suas possibilidades. Ele preparou o terreno para que agora possamos colher uma grande vitória para a sociedade brasileira. Sinceramente acho que existe clima para aprovarmos a Comissão da Verdade.”
 
O ministro ressaltou que há total sintonia entre ele e outros colegas ligados diretamente à questão. “Eu, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, estamos juntos, buscando uma articulação com o Congresso Nacional que permita termos um resultado que satisfaça a história de nosso país. Temos totais condições de aprovar este ano. Vejo muita sensibilidade no Congresso para essa aprovação.”

O deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ) acompanhou Cardozo durante a inauguração da exposição e também demonstrou otimismo, embora com cautela, em ver aprovada este ano a Comissão da Verdade.

“O Parlamento está maduro, mas não significa que será fácil a aprovação e muito menos que ela será consensual. Sabemos que ela será fruto de um intenso debate político. Precisamos ter acesso a tudo o que ocorreu em nosso país”, disse Molon, que faz parte da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara.

A exposição ficará aberta ao público entre os dias 4 de abril e 26 de agosto. A mostra apresenta imagens, documentos, filmes e textos sobre o período da ditadura. A entrada é franca.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Deputados debatem a criação da Comissão da Verdade

Agência Câmara de Notícias

No primeiro bloco do Pinga-Fogo, os deputados entrevistados discutem a definição dos papéis da Comissão da Verdade.
Os deputados Domingos Dutra e Jair Bolsonaro debatem os efeitos da ditadura na história brasileira no segundo bloco do programa Pinga-Fogo.
O governo enviou à Câmara dos Deputados em 2010 o projeto de criação da Comissão da Verdade. A comissão pretende esclarecer fatos ocorridos entre 1964 e 1985 que implicaram na morte e no desaparecimento de cidadãos brasileiros. No Pinga-Fogo desta semana, os deputados Domingos Dutra (PT-MA) e Jair Bolsonaro (PP-RJ) debatem de maneira acalorada as questões envolvidas na sua implantação.
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