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terça-feira, 12 de abril de 2011

França proíbe véu islâmico e prende manifestantes

Fonte: Conjur

Burca, Burqa, Niqab - This is Secret (


Duas mulheres usando o niqab, véu islâmico que só deixa os olhos à mostra, foram detidas nesta segunda-feira (11/4) em Paris por participarem de um protesto, que não havia sido informado previamente às autoridades, contra a nova lei francesa que proíbe o uso do véu. As informações são da BBC Brasil.
A lei entrou em vigor no país nesta segunda-feira e proíbe o uso de véus islâmicos que cubram parcialmente ou totalmente o rosto de mulheres em locais públicos do país. No sábado (9/4), 58 pessoas também foram detidas em uma manifestação organizada por associações islâmicas, e não autorizada pelas autoridades. Segundo o delegado Alexis Marsans, responsável pela ordem pública, "a detenção ocorreu devido ao desrespeito da obrigatoriedade de informar sobre a realização de manifestações".
A França foi o primeiro país da Europa a proibir o uso do véu. Segundo a lei, as pessoas que esconderem seu rosto em "locais abertos ao público", como repartições públicas, meios de transporte, estabelecimentos comerciais, parques e cinemas, estão sujeitas a multas de 150 euros (cerca de R$ 345).
Já pessoas que obrigarem uma mulher a usar o niqab ou a burca (que cobre integralmente o rosto, com uma tela para os olhos) podem ser multados em até 30 mil euros (cerca de R$ 68 mil) e condenados a um ano de prisão.
Tensões
A medida pode acirrar as tensões com a comunidade muçulmana do país, que é a maior da Europa, estimada em 6 milhões de pessoas. Segundo estatísticas, entre 800 e duas mil mulheres cobrem seus rostos no país.

De acordo com Noura Jaballah, presidente do Fórum Europeu das Mulheres Muçulmanas, em Paris, "a lei vai isolar ainda mais as mulheres que usam esse tipo de vestimenta". Ela também observa que "são os muçulmanos que devem discutir entre eles para adotar suas próprias práticas. Essa lei é uma intrusão em um assunto que não diz respeito ao Estado".
No fórum, nenhuma mulher usa o niqab. Noura Jaballah acredita que as mulheres devem respeitar a obrigação de mostrar seus rostos para se identificar, quando solicitadas, em aeroportos, bancos ou repartições públicas, por exemplo. "Mas esta lei já está provocando desvios na interpretação da medida. Há casos de mães que utilizam apenas o véu que cobre os cabelos e que estão sendo impedidas de participar de reuniões ou atividades escolares", diz.
Aprovação
Segundo uma pesquisa do Instituto Ipsos divulgada no ano passado, 57% dos franceses aprovam a lei que proíbe o véu integral. Vários representantes muçulmanos se opuseram à lei, afirmando que ela estigmatiza a comunidade.

A lei entra em vigor pouco após declarações polêmicas do ministro do Interior, Claude Guéant, que afirmou que "o aumento do número de muçulmanos na França e que certas práticas ligadas a essa religião representam um problema".
O veto passa a ser adotado também no momento em que o partido de extrema-direita Frente Nacional vem ganhando destaque nas sondagens das eleições presidenciais de 2012.
Na manifestação de sábado (9/4) havia cerca de 200 participantes, a maioria homens de outros países europeus.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Capitão Bolsonaro, a história esquecida

Fonte: Sul21



Luiz Egypto *
Na barulhenta cobertura da mídia sobre as declarações racistas e homofóbicas do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) ao programa CQC, da Rede Bandeirantes, ficou esquecido, no fundo de um arquivo qualquer, um episódio de 24 anos atrás, também protagonizado pelo agora deputado federal, e que tocou em um dos fundamentos da atividade jornalística – qual seja, as declaraçõesoff the records, isto é, aquelas informações utilizadas pelo jornalista sob o compromisso de resguardar o anonimato de sua fonte.
A história é a seguinte. No segundo semestre de 1987, finda a ditadura e já sob o governo civil de José Sarney, a economia estava combalida em razão do fracasso do Plano Cruzado. A inflação era alta, tendendo a índices estratosféricos, e grassava forte insatisfação nos quartéis devido à política de reajustes dos soldos dos militares — além, é claro, do incômodo, sobretudo entre a oficialidade média, pela perda do poder político que gozaram por 21 anos seguidos.
Jair Bolsonaro era então capitão do Exército, da ativa, cursava a Escola Superior de Aperfeiçoamento de Oficiais (ESAO) e morava na Vila Militar, na Zona Norte do Rio. Em setembro de 1986, ele assinara um artigo na revista Veja no qual protestava contra os baixos vencimentos dos militares. Por isso ele foi preso e, na época, sua punição provocou protestos de mulheres de oficiais da ativa — que, ao contrário dos maridos, podiam sair em passeata sem correr o risco de serem presas.
“Só para assustar”
Bolsonaro tornou-se fonte da revista. Em meados de outubro 1987, a prisão de outro militar, capitão Saldon Pereira Filho, pelo mesmo motivo, levou à Vila Militar a repórter Cassia Maria, de Veja, destacada para repercutir o ocorrido. Ali ela conversou com Jair Bolsonaro, que estava acompanhado de outro capitão e da mulher deste.
Sob condição de sigilo, a mulher do militar contou à repórter — e depois Bolsonaro e seu colega confirmaram — que estava sendo preparado um plano batizado de “Beco sem saída”. O objetivo era explodir bombas de baixa potência em banheiros da Vila Militar, da Academia Militar de Agulhas Negras, em Resende (RJ), e em alguns quartéis. A intenção era não machucar ninguém, mas deixar clara a insatisfação da oficialidade com o índice de reajuste salarial que seria anunciado dali a poucos dias. E com a política para a tropa do então ministro do Exército Leônidas Pires Gonçalves — que teria sua autoridade seriamente arranhada com os atentados.
“Serão apenas explosões pequenas, para assustar o ministro. Só o suficiente para o presidente José Sarney entender que o Leônidas não exerce nenhum controle sobre a tropa”, ouviu a repórter de Ligia, mulher do colega de Bolsonaro, identificado com o codinome de “Xerife”.
Frase isolada
A repórter havia apurado uma bomba, no sentido literal e no figurado. Veja não respeitou o off — no que fez muito bem, neste caso, pois do contrário estaria acobertando atos terroristas — e quebrou o pacto de sigilo com a fonte. A história toda foi contada nas páginas 40 e 41 da edição 999 (de 27/10/1987) da revista. A repórter Cassia Maria anotou em seu relato:
“‘Temos um ministro incompetente e até racista’, disse Bolsonaro a certa altura. ‘Ele disse em Manaus que os militares são a classe de vagabundos mais bem remunerada que existe no país. Só concordamos em que ele está realmente criando vagabundos, pois hoje em dia o soldado fica o ano inteiro pintando de branco o meio-fio dos quartéis, esperando a visita dos generais, fazendo faxina ou dando plantão’. Perguntei, então, se eles pretendiam realizar alguma operação maior nos quartéis. ‘Só a explosão de algumas espoletas’, brincou Bolsonaro. Depois, sérios, confirmaram a operação que Lígia chamara de Beco sem Saída. ‘Falamos, falamos, e eles não resolvem nada’, disseram. ‘Agora o pessoal está pensando em explorar alguns pontos sensíveis.’
Sem o menor constrangimento, o capitão Bolsonaro deu uma detalhada explicação sobre como construir uma bomba-relógio. O explosivo seria o trinitrotolueno, o TNT, a popular dinamite. O plano dos oficiais foi feito para que não houvesse vítimas. A intenção era demonstrar a insatisfação com os salários e criar problemas para o ministro Leônidas.
(…)
Nervoso, Bolsonaro advertiu-me mais uma vez para não publicar nada sobre nossas conversas. ‘Você sabe em que terreno está entrando, não sabe?’, perguntou. E eu respondi: ‘Você não pode esquecer que sou uma profissional’.”
Com esses antecedentes, não deixa de ser curioso que agora, quando o personagem volta à baila, a cobertura da edição (nº 2211, com data de capa de 6/4/2011) desta semana de Veja sobre o explosivo episódio de racismo, que suscitou tanta repercussão, resuma-se a uma mísera frase de Bolsonaro reproduzida na seção “Veja Essa”.
Faltou um curioso da Redação para examinar o arquivo digital da revista. Faria um gol.

*Bacharel em Jornalismo e mestre em História
Originalmente publicado no Observatório da Imprensa

Bensonaro ou Malsonaro?


Diogo Arrais
Fonte: Blog do LFG

DIOGO ARRAIS

Muita gente assistiu ao bem-visto programa CQC da semana passada. No quadro O Povo Quer Saber, houve a participação do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ). Ao ser perguntado sobre o que aconteceria se tivesse um filho homossexual, foram proferidas as seguintes orações:

“Isso nem passa pela minha cabeça. Eles tiveram boa educação. Eu sou um pai presente, então não corro esse risco.”

No mesmo momento, lembrei-me do famoso significado do termo SILOGISMO. Vejamos o que a mais recente versão do dicionário Houaiss traz: raciocínio dedutivo estruturado formalmente a partir de duas proposições (premissas), das quais se obtém por inferência uma terceira (conclusão) [p.ex.: "todos os homens são mortais; os gregos são homens; logo, os gregos são mortais"]


Ele é deputado; acredita em ditadura; logo, deixa para lá!

Veja a outra espécie de silogismo – enviada a Preta Gil:

“Ô Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco. Meus filhos foram muito BEM-EDUCADOS e não viveram em ambiente como, lamentavelmente, é o teu.”

Acredite! O termo BEM-EDUCADOS possui hífen. É verdade: os prefixos MAL- e BEM- fazem uso do hífen caso o radical da palavra seja iniciado por vogal, h ou letra idêntica à última do prefixo(M ou L).

Podemos, democraticamente, criar nossos silogismos hifenizados:

Ditadores são mal-intencionados; políticos eleitos mal-educados; logo, obras bem-atrasadas.

Uma construção bem-atualizada:

A panicat bem-ajambrada; homens bem-mamados; logo, audiência televisiva bem-aventurada.

E para o novo papel de Wagner Moura em VIPs (plural de sigla não possui apóstrofo):

Um falsário bem-encarado; Amaury Jr. bem-enganado; logo, pose do bem-estar.

É! Muitos silogismos em um país com declarações de tantas conotações. Virgem! Mais uma vez rimou!

Pelo menos um silogismo hifenizado será bem-ampliado e bem-homenageado:

José Alencar sempre bem-maduro; apoiou emotivamente os mal-afortunados; lutou bravamente contra os malcriados; nunca foi à aula dos malsucedidos; logo, eternizou-se na história nacional como um benfeitor que ressignificou a grafia de bem-ordenado.

Deu para perceber quem vive (ops!), ou melhor, como se usa MAL- e BEM-?

Um abraço e até a próxima!


Diogo Arrais
twitter.com/diogoarrais
Apresentador do programa Gramática Fácil da TV LFG
Professor da rede LFG

Os Bolsonaros e a rua Lima e Silva

Fonte: RS Urgente


O grupo Somos – Comunicação, Saúde e Sexualidadepublicou nota manifestando repúdio às recentes declarações racistas e homofóbicas do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) e criticando a matéria publicada pelo jornal Zero Hora sobre o vandalismo que teria tomado conta da rua Lima e Silva, no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre. Intitulada “Vandalismo, drogas e sexo a céu aberto”, a matéria tem como ilustrações fotos de casais gays se beijando. A nota do Somos afirma:
Na última semana nos deparamos com o deputado Jair Bolsonaro dando declarações racistas, heterossexistas e homofóbicas em rede nacional de televisão. “Pra mim ser gay é promíscuo, sim”, disse o deputado, democraticamente eleito pelo Partido Progressista do Rio de Janeiro, quando questionado sobre suas posições.
As crenças do deputado, expressas de modo bastante claro, são preocupantes. Mas a democracia, instituição pela qual no deputado não parece ter muito apreço, tem sua utilidade nesse caso: grande parte das pessoas acredita que é um direito de Bolsonaro dizer o que pensa. Então, que ele diga o que pensa, que nós discordemos de suas ideias, que haja discussões e que nada mude na realidade em que vivemos. Afinal, é um “direito democrático” dizer que gay é promíscuo, é um “direito democrático” votar em um candidato que acredita nisso, tanto quanto é um “direito democrático” discordar disso. Será mesmo?
A própria noção do que é democracia é totalmente distorcida neste caso. Ter liberdade de expressão significa ter direito de posicionar-se contra ou a favor de acontecimentos do nosso presente, mas jamais significa incitar ao ódio, promover a discriminação e a violência ou impor a todo um grupo de pessoas um rótulo preconceituoso. Isso não é liberdade de expressão: é liberdade de promoção e implantação do ódio. Entretanto, devemos tirar uma lição bastante preciosa das declarações de Bolsonaro. Ele dá voz a um murmúrio quase silencioso de muitos cidadãos e cidadãs brasileiras, que efetivamente concordam com suas ideias, eleitores e eleitoras que votaram no deputado e que legitimam suas posições. Há uma massa de pessoas que também acreditam no que Bolsonaro diz, e que também acreditam que é este o tipo de democracia que precisa vigorar no Brasil. Temos de estar atentos/as ao que isso pode significar para o jogo político. Além disso, é importante que as pessoas se expressem publicamente, que assumam suas crenças e que se responsabilizem por elas. Se concordam com as declarações do deputado, que tomem a voz: é importante tirar os/as reacionários do “armário” para que as discussões se tornem mais claras.
Na edição desta segunda-feira do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, as páginas 4 e 5 são dedicadas a descrever e denunciar os supostos abusos cometidos por jovens que se encontram na rua Lima e Silva, localizada no bairro Cidade Baixa na capital gaúcha. O bairro é reconhecidamente o preferido pela boemia porto-alegrense e é frequentado por muitos grupos em diferentes dias e diferentes ruas. A matéria, entretanto, foca como problema a sociabilidade jovem que acontece ali, sobretudo aos domingos, entre jovens. O título da matéria “Vandalismo, drogas e sexo a céu aberto” deixa muito a desejar, ainda mais quando contrastado com as fotografias que ilustram o texto: não há sexo a céu aberto, mas beijos entre dois meninos ou entre duas meninas. É este o conceito de “sexo a céu aberto”?
O SOMOS já desenvolveu uma pesquisa de levantamento de dados e um trabalho de prevenção às infecções sexualmente transmissíveis junto aos jovens que se reúnem em frente ao Centro Comercial Nova Olaria. Durante a implementação das ações da pesquisa e do projeto Qual É A Sua, desde o ano de 2007, fizemos observações participantes na sociabilidade dos jovens na rua Lima e Silva. Durante os mais de 6 meses de observações, não presenciamos nenhuma cena de sexo a céu aberto, como sugere a matéria, também não presenciamos nenhum/a jovem subindo os parapeitos dos prédios para cheirar cocaína. Vale lembrar que jovens menores de 18 anos não podem entrar em motéis e normalmente moram junto com seus pais, o que dificulta os momentos de práticas sexuais a sós – mesmo assim, jamais vimos nenhum tipo de atentado violento ao pudor acontecendo na Lima e Silva.
Sim, é verdade que os/as jovens fazem xixi nas ruas, posto que os banheiros dos estabelecimentos próximos ficam fechados – apenas para os jovens – e a Prefeitura não disponibiliza banheiros públicos naquela região da cidade. Porém, o “problema” de urina e fezes nas ruas não é uma característica apenas da Lima e Silva – várias outras regiões de Porto Alegre têm sofrido com o total descaso da política de limpeza urbana do município. Se há consumo de drogas ilícitas, como a cocaína, ou abuso de drogas lícitas, como o álcool, é importante salientar que o uso e abuso destes tipos de drogas acontecem também a algumas quadras da rua Lima e Silva, ao longo da rua João Alfredo. A diferença entre a sociabilidade das duas ruas é que a primeira é predominantemente frequentada por jovens gays e lésbicas, enquanto que a segunda é destino de jovens heterossexuais – de classe média. O uso e abuso de drogas lícitas e ilícitas não é privilégio dos jovens que se reúnem na rua Lima e Silva, mas uma prática mais ou menos disseminada e comum entre vários grupos de pessoas que frequentam vários outros ambientes de sociabilidade, sem que isso se torne um problema unicamente porque o consumo se dá dentro destes espaços, sem que o público em geral veja. É esse, então, o problema? Que sejamos obrigados a ver com nossos olhos aquilo que normalmente preferimos ignorar? Acreditamos que exista, sim, um problema em relação à sociabilidade dos/as jovens que frequentam a Lima e Silva aos domingos; entretanto, as maneiras com que a sociedade e a mídia vêm lidando com este problema, além da omissão do Poder Público Municipal, só têm piorado a situação.
A matéria de Zero Hora, cuja demanda de pauta ainda é um mistério, explicita problemas que não se restringem àquele grupo de jovens. É curioso notar que ao longo do texto, nenhum dos/as jovens foi ouvido/a ou entrevistado/a. Por quê? Se a eles/as são impetradas tantas transgressões, por que não ouvi-los/as sobre o que têm a dizer? Por que damos ouvidos às declarações de Bolsonaro, por exemplo, e é tão difícil de articularmos uma resposta consistente contra suas posições? Por que não há nas páginas de Zero Hora uma matéria sobre o uso e abuso de álcool e cocaína nas boates freqüentadas pelos jovens da classe média heterossexual de Porto Alegre? Por que não há políticas públicas relevantes para dar conta dos jovens, sobretudo no município de Porto Alegre? Por que é tão fácil de acreditar que Bolsonaro tem direito de dizer o que pensa, chamando isso de liberdade de expressão, enquanto que jovens gays e lésbicas não podem se beijar em público, posto que isso é atentado violento ao pudor? É porque, talvez, em alguma medida, aqueles/as que veem como um problema jovens gays e lésbicas se beijando em público estejam também de acordo com as declarações de Bolsonaro.
O SOMOS se posiciona contrariamente às declarações do deputado Jair Bolsonaro e repudia qualquer tipo de atitude ou ideia que incite ao ódio e à violência; defendemos, sim, a liberdade de expressão, mas somos absolutamente contrários/as a posições que denigrem os Direitos Humanos. Pela mesma razão, somos a favor de um tratamento mais digno e menos preconceituoso em relação aos/às jovens que frequentam a rua Lima e Silva aos domingos, de modo que todos os atores sociais e instituições públicas envolvidas nessa situação possam tomar medidas inclusivas para resolver a questão, sempre orientadas pelos princípios preconizados pelos Direitos Humanos.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Radicais de direita farão ato pró-Bolsonaro na Avenida Paulista


Fonte: Agência Bom dia
Um grupo de pessoas de pensamento político radical de direita quer fazer um ato de apoio ao deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) no sábado, parando uma das pistas da Avenida Paulista em frente ao Masp. Segundo Márcio Galante, de 23 anos, um dos organizadores do evento, o objetivo é mostrar que o deputado foi ridicularizado pela mídia e "muita gente concorda" com ele. "Todos sabem que Bolsonaro é pai de família e militar de respeito. A mídia está fazendo um linchamento público dele", diz.
O deputado, dono de opiniões políticas polêmicas, como ser favorável à pena de morte e à extinção de parte das reservas indígenas, atraiu a atenção do país no começo da semana passada em uma entrevista ao programa "CQC", da Rede Bandeirantes.
Perguntado pela cantora Preta Gil sobre o que acharia de um filho seu namorar uma negra, Bolsonaro respondeu que "não  discutiria promiscuidade". "Eu não corro esse risco. Meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como, lamentavelmente, é o teu", falou.
A ideia do ato partiu de Márcio, que se diz um radical de direita. "Quando vi o que estão fazendo com ele, entrei na comunidade ?Sou fã do dep. Jair Bolsonaro? do Orkut e lancei a ideia de fazer um ato cívico na Paulista", contou. Segundo ele, nesta terça-feira à tarde cerca de 80 pessoas já haviam confirmado presença.
A comunidade de apoio a Bolsonaro, uma de 82 que aparecem na rede social com o nome do deputado, conta com 3.966 membros. De acordo com Márcio, pretendem participar do ato organizações militares extra-quartel, separatistas, católicas radicais e grupos de extrema direita, como o Ultra Defesa.
Segundo informações do próprio grupo, o Ultra Defesa tem 28 membros e cerca de 30 simpatizantes. "Levamos aos jovens o conhecimento político, pois se o povo fosse politizado não seriamos roubados e explorados pelos políticos corruptos, que são quase todos", disse o porta-voz do Ultra Defesa, o  instrutor de Jiu-Jitsu Eduardo Thomaz.
"Temos a opinião que cada um faz o que quer. Se a pessoa quer ser homossexual, que seja, mas seja entre quatro paredes. Ninguém é obrigado a ver atos obscenos em locais públicos. Os homossexuais podem lutar pelos seus direitos contanto que não lutem para tirar os nossos", falou Eduardo.
O deputado Bolsonaro disse que não poderá ir ao ato de sábado por ter outro compromisso marcado, mas apoia o evento. "Fico feliz se o movimento for voltado contra as propostas que estão aí, de invadir as escolas de primeiro grau simulando o homossexualismo e preparando nossos jovens para a pedofilia", falou. Bolsonaro é contra o que chama de "kit gay", conjunto de materiais didáticos de inclusão de temas ligados à sexualidade para escolas públicas.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Cloaca News: Deputado racista dobrou patrimônio entre mandatos














As declarações de bens do pústula Jair Messias Bolsonaro apresentadas à Justiça Eleitoral revelam um dado assombroso: entre as eleições de 2006 e 2010, o patrimônio oficial do abjeto parlamentar cresceu 90,5%. A informação está na página Excelências, da ONG Transparência Brasil.  

Bolsonaro diz que tem imunidade para roubar

Publicado no Tijolaço por Brizola Neto
http://www.tijolaco.com/bolsonaro-seu-destino-e-a-comissao-de-etica/



Estou preparando uma nova representação contra o Deputado Jair Bolsonaro.
Ele perdeu as condições de ser respeitado como parlamentar.
Se não bastassem as declarações racistas e homofóbicas, hoje, ao atacar o programa antidiscriminação desenvolvido pelo Ministério da Educação – um projeto que recebeu, inclusive, elogios da Unesco – Bolsonaro foi acima e além do que pode ser aceito pelo decoro parlamentar.
“Eu tenho imunidade para falar ou para roubar”, disse ele.
O senhor Bolsonaro tornou-se uma desmoralização para a Câmara. E seu comportamento está estimulando os grupos nazistóides, como o que invadiu o site da apresentadora e cantora Preta Gil, cuja pergunta sobre negros detonou a ira do deputado.
Os outros 512 deputados não podem aceitar que um parlamentar saia por aí dizendo que nossa imunidade parlamentar é “para roubar”.
Se ele acha que é para isso, não tem o direito de tê-la.
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